quinta-feira, 24 de julho de 2008

Leitura Poética

O Ácido!

Ela me olhou com aquele ácido olhar,
Disse-me: Dissolva-se!

Tentei fugir, correr, sumir!
Mas acidamente fui corroído!

Cada gota de mim!
Cada célula!
As de minhas coxas foram as primeiras!
Depois desceu pelas pernas e pés...

Sonhei livre estar,
Mas tornou a consumir-me,
Toda minha cabeça! Minha pobre língua adormeceu... [cãibra]
Meu pescoço rasgou-se em pedaços com sua ácida saliva!
Desceu pelo meu peito, Queimou-me o umbigo,
E transcendeu meu Falo!

Tinha medo daquele ácido, pois sabia que seria consumido!
Mas dele tornei-me dependente!
Minha droga diária!
No palco, na escada, no elevador...
E quando estamos gastando o mar,
Acidamente corroemos a paz, e semeamos a inveja nos alheios.

Mozer Ramos
24/07/08

2 comentários:

tAtO gARcIa disse...

Ainn vc ficará frustrado se eu disse que não entendi? *hoho*
Sorry, mas o ácido corroeu meus neurônios... rsrsrs...

Mozer Beier Ramos disse...

se vc DISSER não...rs